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Edição botequim.pt de 08 de Abril o a 10 de Abril de 2026, com actualizações diárias
A trucidação de Cristo
Chegado é o tempo de dizer basta a crucificações, crucificações de deuses e de humanos,

Agora que passaram as celebrações pascais, nos saciamos com as iguarias delas, nos felizamos com as nossas boas consciências, nos jubilamos com a Crucificação de Cristo é altura, dada a situação do mundo, de reflectir o que andamos a comemorar, a interiorizar.
Chegado é, com efeito, o tempo de dizer basta a crucificações, crucificações de deuses e de humanos, de seres vivos e inanimados, de liberdades e de dignidades.
É tempo de subir ao monte, exortava Natália Correia no Armistício, e arrancar Jesus do madeiro em que, ignobilmente, O imolámos e traze-Lo para o nosso convívio pois ELe é o deus mais humano que criámos.
Não faze-lo é aceitar o holocausto, todos os holocaustos (à beira de acontecerem), nuclear, pestífero, demográfico, o da barbárie, o do infantilismo, o da fome, o do ódio, o da poluição, o da exclusão.
Jesus não morreu na cruz advertem, entretanto, novos investigadores, pois o soldado que O lancetou depois da pregado impediu, ao faze-lo, que morresse asfixiado (o que sucederia), provocando-Lhe um coma acompanhado de rigidez muscular, do qual que recuperaria no sepulcro - daí a Sua ressurreição.
Isso daria a Natália Correia a ideia da descrucificação
expressa no seu notável - porque simbólico, porque profético - poema, ternamente terminado: Mário de Sá-Carneiro havia já abordado o tema mas, como era seu timbre, ironizando-o. "E descrucificaram finalmente o Senhor.../ Mas Ele não subiu aos céus/ Ficou por cá , connosco, um homem simplesmente,/ A gozar o seu tédio infinitíssimo..."
Os interesses (políticos, económicos, sociais, religiosos) que levaram ao martírio de Jesus são os mesmos que reeditam todos os anos a tragédia do Calvário, como elemento de coacção, de submissão dos seus rebanhos.
"Maldade infantil, esta, de matar um deus para o ressuscitar no intuito atroz de novamente o trucidar", escreve Natália Correia: "Só se defende fanaticamente aquilo de que se duvida. O monoteismo trabalha activamente para a destruição do deus que doentiamente adora. O cristianismo da cruz é a sombra onde se perdeu o cristianismo da vontade de vida".
E exorta: "Dá-me a tua mão. Bebe este silêncio/ Que nos separa do que fomos/ Cinza é o cavalo que montámos/ longe, o galope de outros outonos".

O Presidente da República António José Seguro condenou firmemente o governo isra3lita por ter impedido o Patriarca de Jerusálem de celebrar missa na Igreja do Santo Sepulcro, classificando-o como um facto sem precedentes. Esta reação oficial sugere que o governo português poderá adotar no futuro uma atitude política crítica face a Isra3l.
Ao defender a liberdade religiosa como pilar democrático, o Estado sinaliza que não tolerará violações ao direito internacional. Esta posição demonstra também uma clara continuidade na proximidade à Igreja Católica, tal como sucedeu no mandato de Marcelo Rebelo de Sousa.
A condenação do procedimento de Isra3l coloca também o presidente na rota das posições assumidas por Espanha.
O incidente serviu para clarificar que presidente português prioriza a proteção do património espiritual e os direitos das comunidades religiosas.



Os meninos assassinados em Gaza, Líbano e Irão
não ressuscitaram

ver no Youtube

A guerra de Isra3l e Trump contra o Irão
15 dias de férias
e depois recomeça a guerra..
15 dias de férias e depois recomeça a guerra contra o Irão no próximo dia 22 deste mês. Parece uma graçola.
Mas Trump estava em apuros, com o Estreito de Ormuz fechado, um nó na garganta do comércio mundial. E os seus ultimatos tornaram-se ridículos. Ninguém acredita neste mentiroso, pessoa egocêntrica e patética.

Isra3l é diferente. Netan usará a pausa para para lubrificar a engrenagem para continuar a reduzir a escombros o Médio Oriente. A seu tempo será a Turquia.
Os Hebreus escudam-se numa alegada Arca da Aliança com um deus que lhe prometeu terra e impunidade total. E no fim dos

tempos (e agora) salvam-se eles (para a eternidade) e nós, todos os outros, seremos um monte de esterco, acreditam piamente eles.
Netanyahu não vai desistir de arrasar o Irão, contando, como sempre, com os americanos para carne para canhão — fizeram a maior chafuride na Correia do Norte, Vietname, Iraque, Líbia, Síria, Panamá, Libano, Venezuela e claro no Afeganistão , onde estiveram 20 anos e deixaram tudo pior. Em Beirute, morreram mais de quinhentos marines num ataque a um quartel em Beirute, em 13 Outubro de 1983, uma coisa estúpida ue desafia as regras mínimas de segurança. Mais de meio milhar de soldados fechados mum prédio!

E qual tem sido o resultado destas intervenções em nome da liberdade e paz dos Povos: o caos! A América de Trump é definitivamente a América do caos, que afinal não fez recuar a Rússia invasora da Ucrânia. Agora até levantou as sanções contra Putin. A loucura de Trump até tornou a sua mulher ex-modelo e amiga de Epstein, embaixadora dos EUA nas ONU.
Isra3l, cego nas doutrinas messeânicas por si inventadas, aproveita a loucura de Trump e hesita em usar a bomba nuclear contra a cidade de Teerão. E se usar? Acontece o quê? O mesmo que tem acontecido pelo rasto de genocidios que tem cometido.
A nossa esperança, a dos Europeus e também dos povos mártires é o aparecimento de um novo De Gaulle, homem honesto, com carisma que transforme a Europa numa potência para sentar os israelitas e o is americanos no banco da escola... da civilidade.
A morte cruel, as duas bombas nucleares há 80 anos


Sobreviventes das bombas atômicas que caíram em Hiroshima e Nagasaki, conhecidos como hibakusha, receberam tratamento médico, incluindo este homem, mulher e criança, fotografados em Hiroshima em 12 de agosto de 1945.

Vai ser lançada bomba nuclear contra o Irão?
Sumiteru Taniguchi tornou-se um ativista mundial contra as armas nucleares. Quando a bomba caiu em Hiroshima, no fim da Segunda Grande Guerra Mundial, ele tinha 16 anos e estava a entregar correio na sua bicicleta. O calor da explosão derreteu a pele das suas costas e queimou o seu rosto.
Uma bomba atómica pode cair daqui a 15 dias sobre o Irão. Trump não sabe como sair da embrulhada da invasão ao Irão. E Isra3l quer arrasar o Irão. Já o fez na Síria, Gaza, o Líbano está em curso e anexou a Cisjornânias.
A opção nuclear já tinha sido aventada há 2 amos por um político de extrema-direita do governo de Netan e volta à baila pela impotência de Trump em abrir o Estreito de Ormuz
Israel poderá tentar aproveitar o escasso tempo de Trump para destruir o primeiro país que o reconheceu como Estado em 1947: o Irão. Será uma nova catástrofe do deus que lhe deu o titulo de "do único povo eleito no fim dos tempos".
As consequências serão piores que Chernobyl. Se o conflito escalar, as radiações mortais não escolherão fronteiras nem credos. Restará apenas o silêncio de um território transformado em cinza pela incapacidade de recuar no abismo. A Europa terá a sua dose mortal e Isra3l não escapa. Que loucura! jrr

Portugal está envolvido na guerra no Irão
A Autoridade Aeronáutica Portuguesa quer mais esclarecimentos sobre os certificados dos pilotos que irão operar estes drones, bem como a área prevista para amaragem em caso de emergência. Estas questões foram dirigidas à embaixada dos EUA em Lisboa.

As perguntas "idiotas"
Armas como esta foram usadas pelos americanos no Afeganistão. E afinal qual foi o resultado?
Essa é uma questão que toca no centro da estratégia militar moderna e na própria ética da guerra. O uso intensivo de drones (como o MQ-1 Predator e o MQ-9 Reaper) pelos EUA no Afeganistão e nas regiões de fronteira foi motivado por uma mudança radical na forma de combater a insurgência.
Alcance e Persistência: Diferente de jatos tripulados, os drones podem sobrevoar uma área por até 24 horas seguidas. No terreno montanhoso e remoto do Afeganistão, isso era essencial para monitorar movimentos de grupos que se escondiam facilmente. E depois? Como ficou o Afeganistão?
Os drones foram apresentados como armas de "precisão extrema". A ideia era usar mísseis para eliminar líderes específicos sem precisar enviar um batalhão o que teoricamente reduziria o rastro da guerra. Não foi o ue aconteceu na escola iraniana onde um drone matou 165 crianças.
O Reaper é um drone classificado como MALE (Medium Altitude, Long Endurance), ou seja, voa a média altitude, mas mantém-se no ar durante longos períodos. Além disso, combina vigilância e reconhecimento com apoio a tropas no terreno.
Tornou-se uma peça central na guerra moderna porque reduz o risco humano direto, permite vigilância contínua durante horas ou dias e executa ataques rápidos e precisos.
O MQ-9 Reaper tem 11 metros de comprimento e uma envergadura de que pode ir até aos 24 metros, o equivalente a um avião comercial pequeno.
De acordo com o fabricante, os MQ-9A têm uma autonomia de mais de 27 horas e podem voar até 15.240 metros de altitude e transportar 1361 quilos de carga externa.
Este drone não é autónomo, sendo controlado por pilotos e operadores em bases terrestres. Pode também ser operado via satélite, o que permite missões globais sem risco direto para pilotos.
O triunfo da indiferença
durante 120 meses de copo na mão
Saramago foi celebrado no Largo dos Bicos

Um dos Copos por Saramago e por nós onde se vê Alípio de Freitas, Vitorino entre outros, foto tirada por mim

Os pioneiros do Copo no primeiro encontro em Setembro de 2010







De copo em punho, com bom vinho, o extraordinário José Saramago foi celebrado durante 120 meses seguidos, em Lisboa.
Admiradores, católicos ou maçons, todos de copo cheio. Um facto único no mundo. Dezenas de pessoas exultaram José Saramago,

mas Pilar surgiu apenas quatro vezes, em10 anos. Duas vezes para se juntar ao grupo por escasso tempo - porque é talvez pessoa muito atarefada - outras duas em fugazes aparições à janela da fundação, no largo dos Bicos.
Aos dias 16, 17 ou 18, conforme o calendário, os admiradores lá estavam no botilhão a beber e a ler passagens dos seus livros. Foram momentos extraordinários que a pandemia interrompeu, afastando as pessoas de um evento que fazia história e criava novos leitores e amigos.
Beberam-se mais de 440 garrafas de bom vinho. E o botilhão cresceu para um jantar e depois para uma saída à noite, por iniciativa das gentes de Espanhas, mais alegres e festivas.
"Um Copo por Saramago e por nós" devia de ser retomado Um país só é nação fraterna e feliz quando se escora na literatura, teatro, cinema, ballet, pintura, música ... na Cultura comungada. Expurguemos pois da nação os políticos ordinários e analfabetos. Que varreram as ruas, com o devido respeito pelo "almeidas". José Ramos e Ramos
Gorreana, a única fábrica
de chá da Europa
D. Catarina tornou-se rainha inglesa ao casar com Carlos II e fez do chá a bebida de Inglaterra. O chá mais pretendido é o chá preto.

Numa pequena enseada da ilha de S. Miguel existe a última fábrica de chá da Europa. Com viveiros, plantações e manufacturas adaptados às características da região. A enseada, concha de verdes e azuis onde desembarcaram os liberais idos da Terceira, liga-se a uma colina com ondulações de leque oriental — a colina do chá.
Chamam-lhe a Terra Florida. Situa-se na zona da Gorreana, na estrada das Furnas, e é hoje, pela raridade, pelo deslumbre, um local único. O chá com o seu nome fez-se uma referência no mundo e um orgulho nos Açores.
Com o fim das outras fábricas — chegou a haver 32 no arquipélago — ganhou projecção crescente nos roteiros internacionais. É uma das jóias mais valiosas do País.
A Grã-Bretanha, onde se tornou uma bebida nacional, conheceu-o através da rainha portuguesa D. Catarina que ocupou o trono daquele país ao casar com Carlos II, no século XVII. O chá mais pretendido - há-o preto, verde e de moinhos - é o preto.
As suas plantas podem viver mais de um século, dão folhas que atingem 35 centímetros de comprimento. O terreno ácido, o sol coado, a humidade envolvente da ilha proporcionam-lhes características únicas.
O chá chegou ao arquipélago quando nele declinava a época da laranja, o período mais glorioso (o dinheiro ganho faz nascer uma arquitectura própria) da região.
Trazida do extremo-oriente pelos filhos mais ousados e instruídos dos barões ilhéus - que percorreram propositadamente o mundo à procura de produtos alternativos aos seus, em grave decadência (o ananás, o tabaco, a batata doce, as hortenses, as camélias figuraram nas suas escolhas) - a nova planta conheceu, lançada à terra açoriana, êxito imediato.
As expectativas revelaram-se de tal maneira grandes que dois especialistas foram mandados vir da China no ano de 1878 para introduzirem a técnica do tratamento das folhas.Foram os portugueses que, durante os Descobrimentos, baptizaram de "chá", a bebida que encontraram na Ásia, e a que aderiram pelo "conforto da alma", pelo "perfume dos sentidos" que dava.
Surgiu na China, quando — reza a lenda contada por Venceslau de Morais — o grande apóstolo indiano Dará se encontrava em vigília naquele país. Desgostoso por não aguentar o sono, o santo cortou as pálpebras que caíram na terra e logo deram origem a arbustos. Os fieis, ao ferveram as suas folhas e beberam o seu líquido, notaram que ele tirava o sono e o cansaço, revelando-se um remédio precioso, sagrado durante muito tempo.
A ilha de S. Miguel tornou-se desde então um resumo do mundo. Tem culturas de todos os continentes : do europeu a beterraba, o trigo, o centeio, o milho; do africano a bananeira, o tabaco, o café, o amendoim; do americano a cana de açúcar, a batata doce, a vinha da Califórnia; do asiático a laranja chinesa, a ameixa japonesa, o rícino, o chá.
As crises, como os mercados, têm flutuado regularmente. À Gorreana vale o haver preferido, como objectivo, a qualidade à quantidade o que a fez (pelo baixo teor de cinzas e pela inexistência de matérias nocivas) uma das marcas mais distinguidas de sempre.
O hábito de tomar chá é cumprido ao fim do dia na sala principal da Gorreana, virada ao oriente, o oriente de onde veio em arcas de madeira há 350 anos.
"Mundo harmónico e belo, este", exclama Raul Brandão. "Aqui cultiva-se o chá com o carinho com que se escreveria um poema virgiliano" , acrescenta Ferreira de Castro.
Duas dramáticas grandes reportagens na RTP
e o resultado?

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Aos 99 anos, Rui de Carvalho sobe ao Coliseu do Porto

O actor mais velho do mundo
O ator nasceu a 1 de março de 1927, em Lisboa, e celebrou o seu 99.º aniversário no início de março de 2026. É oficialmente reconhecido como o ator mais velho do mundo ainda em atividade, um marco impressionante que ele continua a honrar com o seu regresso aos palcos.
É um acontecimento extraordinário! O Ruy de Carvalho, aos 99 anos, vai mesmo regressar aos palcos com a peça "A Ratoeira" no Coliseu Porto.
Data: O espetáculo está marcado para o dia 22 de abril de 2026, às 21h30. Este regresso acontece após um período de recuperação do ator, que sofreu um AVC em dezembro de 2025. Segundo o encenador Paulo Sousa Costa, foi o próprio Ruy de Carvalho quem mais insistiu para voltar a trabalhar.
A Peça: Trata-se do clássico de Agatha Christie. Ruy de Carvalho interpreta o papel de Major Metcalf. A escolha desta peça foi também estratégica, pois permite ao ator estar presente em momentos-chave sem a exigência física de uma permanência contínua e exaustiva em palco.
Bilhetes: Já se encontram à venda, com preços que variam entre os 28€ e os 35€ (dependendo do lugar, como plateia ou tribuna).
Notável, fantástico, muitos parabéns

O efeito da guerra.
É tramado...

Hoje vivi duas experiências singulares. Fui à bomba de combustível. Olhei o preçário e, pela primeira vez, vi que o gasóleo está mais caro do que a gasolina. Ainda não refeito desta surpresa, reparo que o litro deste combustível está acima de dois euros.Nunca imaginei que isto fosse possível. Diz-me o funcionário, em tom de desculpa, que é o efeito da guerra. É tramado.
E de tal modo espantoso que esqueci, por momentos, a minha carteira e dei por mim a pensar nos taxistas, nos motoristas de longo curso, nos tratoristas, em todos aqueles cuja profissão e a vida está ligada a motores de combustão. São milhões de vidas. Milhões de vidas derrotadas pelo capricho da especulação e do confisco sem vergonha. É mesmo tramado!

Workers of world

300.000 pessoas nas ruas de Roma, contra o genocídio na Palestina e a guerra no Irã. No meio da cidade, na rodovia da cidade. Jovens e velhos juntos, animados, barulhentos e determinados.Um protesto também contra o governo Meloni e todos os governos que estão saqueando o mundo com guerras para impor os interesses do capital global.Obrigada Roma, te amo muito
Educação. Já saiu um número especial da Workers of the World sobre educação, que coordenei, tem artigos de Roberto Leher Roberto Valdés Puentes, entre outros. Esta revista académica é editada pela Associação Internacional de estudos das greves e dos conflitos sociais. A edição é do João Carlos. E a tradução da entrevista que realizámos a Carlos Fernandez Liria em inglês pelo António Simões Do Paço.


O cansaço que nos tolhe não é individual. Quando nos queixamos dele, achamos sim. Pensamos que talvez tenha que ver com as nossas más escolhas. Até nisso o neoliberalismo é eficaz: responsabiliza-nos, dividindo-nos entre os bem-sucedidos e os falhados, como antes a religião nos dividia entre os bem-aventurados e os pecadores. A culpa que carregamos faz parte do processo. Sempre fez.
O cansaço que nos tolhe não é individual, dizia eu. Estamos cansados porque temos de vender muitas horas de trabalho só para conseguir viver, num sistema que nos impinge a ideia de que o nosso valor intrínseco se mede pelo que conseguimos fazer e ter e não pelo que somos. Estamos cansados porque vivemos cada vez mais longe do trabalho, dos amigos, da família. Estamos cansados porque ficamos sem rede que nos ajude a cuidar dos filhos e dos pais.
Estamos cansados porque a ansiedade da incerteza e da precariedade cansa. Estamos cansados porque até os encontros sociais se tornam um momento de consumo, desligado do prazer simples de estar com aqueles de quem gostamos, transformado em mais uma possibilidade de
temos de vender muitas horas de trabalho só para conseguir viver
negócio que faz com que manter amizades custe demasiado dinheiro.
Estamos cansados porque parar é um luxo. Estamos cansados porque somos nós o produto final, explorados numa economia da atenção, desenhada para nos manter colados aos ecrãs e às redes, enquanto minera os nossos dados. Estamos cansados porque desligar tem um preço demasiado alto.

como é que o cinema
pode mostrar o horror?
Impossível esquecer o sorriso de Fatima Hassouna (primeira imagem) no filme Com a Alma na Mão, Caminha, da realizadora iraniana Sepideh Farsi. Fatima foi morta, em Gaza, com toda a sua família, num ataque israelita, um dia depois de ter sido anunciado que o filme iria ao Festival de Cannes.

No podcast #No Escuro, do @publico.pt, eu e o @camaraescuro falamos dela a propósito de um outro filme que acaba de estrear, A Voz de Hind Rajab (fotos 2 e 3), que conta a tragédia de uma criança palestiniana sozinha num carro, rodeada por familiares mortos, e que pede ajuda ao Crescente Vermelho por telefone.
A realizadora, a tunisina Kahouter Ben Hania, justifica o uso das gravações e da voz real.
E nós discutimos os limites da ética, a mistura, ou não, de realidade e ficção, e até que ponto a eficácia de uma mensagem política deve sobrepôr-se a tudo o resto.
O documentário No Other Land, uma coprodução de palestinianos e israelitas (imagem 4), abre ainda mais o debate, que inevitavelmente chega ao Holocausto (na última imagem, o Filho de Saul) e à pergunta: como é que o cinema pode mostrar o horror? Podem ouvir-nos no site do Público ou nas plataformas de podcasts.

uma unidade ibérica, que infelizmente não existe
A Europa e o Mundo ficam a conhecer melhor Pedro Sánchez, primeiro-ministro de Espanha. Além do seu rotundo "não à guerra",
Ele havia reconhecido o Estado da Palestina, clamara – e ei-lo agora a enfrentar o imperador Trump na questão dos acordos comerciais celebrados entre os dois países.
Devia a Europa saudar a ideologia, a firmeza e as convicções deste político que nos tange a partir de Espanha contra a fralda suja do mundo. E devia este triste governo português abrir os olhos, usar da razão e da consciência por esta voz que nos apela a uma unidade ibérica que infelizmente não existe, nunca existiu e não se sabe porquê.

O melhor que sei fazer.. é sonhar
Qualquer coisa pergunta-me qualquer coisa uma tolice um mistério indecifrável simplesmente para que eu saiba que queres ainda saber para que mesmo sem te responder saibas o que te quero dizer



"Dói-te alguma coisa?-Dói-me a vida, doutor.(...) -E o que fazes quando te assaltam essas dores?-O melhor que sei fazer, excelência.-E o que é?-É sonhar."

o senhor é o salvador.amamentado, passe-se o termo de leite, na caixa do ponto e nos estreitos corredores dos teatros do parque mayer, havia entre plumas e

o senhor é o salvador
piadas e correrias e caixas de maquilhagem e palmas e camarins um farol da minha meninice que à vez era a lanterna do senhor meu pai. e em nunca lhe ter chegado ao colo, mil vezes o vi passar ao colo do ponto, na caixa à boca de cena, até ter idade e tamanho para me render em temperamento ao seu génio.
um dia tratei-o por 'pá'. ou 'tu', ou algo de parecido e de igual substância. em estéreo, eu e o meu irmão fernandinho à porta do camarim do eugénio só queriamos que ele soubesse que em o querendo tão bem o adorávamos ao ponto de lhe emprestar os nossos berlindes dos marrais, bilas ou ganhas.
e disse o mestre: 'vocês, os Mendes, são uns amores mas por causa da diferença de idade daqui para frente tratam-me por 'senhor Salvador'. e assim se fez e disso é feito. lembro-me de o ver soprar as velas do bolo, um 31 de março parecido com o de hoje, de lhe estar acotovelado não fosse ele deixar esquecida uma vela acesa por benesse. uma entre 118, agora que cuido das contas feitas.

Miguel sujeito a terapia anti-gay
Nos últimos dias, o país foi novamente confrontado com a história do Miguel Salazar e com o seu relato corajoso sobre os maus-tratos físicos e psicológicos

que sofreu às mãos de sua mãe, Maria Helena Costa, ideóloga e dirigente do Chega.
Miguel foi submetido a "terapias" de conversão, como se a homossexualidade fosse uma doença que é preciso tratar. Em 2024, Portugal deu um passo importante ao proibir estas práticas. Hoje, no plenário do Parlamento Europeu, será debatida a proibição das terapias de conversão na União Europeia.
Este debate nasce através de uma iniciativa de Cidadania Europeia, que recolheu mais de um milhão de assinaturas contra estas "terapias".Porque ninguém precisa de ser "curado" ou deve ser punido por ser quem é. Porque dignidade não se negocia.Porque os direitos humanos não têm fronteiras.Quando há direitos humanos em risco, são os direitos de todos que estão ameçados.
Miguel Sousa Tavares considera que André Ventura está "desesperado" e que, ao adotar o discurso de 'sou eu contra as elites', está a ser "populista e demagogo". "André Ventura não é elite? É formado em Direito. (…) O povo é isto?
Se as elites são aqueles que leram alguns livros, que pensaram em algumas coisas, que contribuíram para a cultura deste país, (…) de facto constato que o Chega não tem um escritor, um pintor, um cineasta, um arquiteto, um físico, um investigador, ninguém. Tem o historiador Rui Ramos, parece, é a única pessoa do setor cultural. André Ventura acha que isto é uma vantagem? Acha que isto é bom para o país? Eu não acho", afirma Miguel Sousa Tavares, na CNN.

isto é bom para o país?
Entrevistas de Fátima Campos Ferreira continuam trancadas na RTP-Arquivos
As grandes entrevistas de Fátima Campos Ferreira continuam a nãoestar acessíveis ao público da internet. O arquivo da RTP é um reino, uma quintinha. E que quem lá manda, de pai para filha, não permite a visualização completa dos trabalhos da RTP pagos com o dinheiro de todos nós.
Quando é que a RTP1 coloca no YouTube as grandes entrevistas de Fátima Campos Ferreira por completo e não 2 minutos ponto de interrogação

O elogio da estupidez de Felipe de Melo
O caso Eva Cruzeiro: do insulto do Chega à distração do PS
A loucura está à solta na Assembleia da República e o caso da deputada Eva Cruzeiro é o exemplo mais evidente. Um deputado do Chega, Filipe Melo, decide mandar uma deputada "para a sua terra", por causa da sua cor de pele e a resposta do sistema foi um insulto aos eleitores portugueses.
Em rigor, o deputado Felipe Melo tem estado associado a vários comportamentos muito censuráveis. Por exemplo, os beijos para Isabel Moreira, em plena sessão da Assembleia da República.
Por causa do vai para a tua terra, Eva Cruzeiro, deputada do Partido Socialista, acusou o deputado do Chega de racismo e xenofobia. E o que faz a comissão parlamentar nomeada para o assunto? Sancionou Eva Cruzeiro, por considerar a resposta da deputada "desapropriada".
Pior, o Grupo Parlamentar do Partido Socialista afirma agora que votou por distração a favor da sanção, contra a deputada. Foi "por engano".
E elogio da loucura do Chega já contaminou o Partido Socialista. josé ramos e ramos
Cartoonistas batem em Trump





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Santuário para Rafeiros
no Alentejo

O Tango já está num santuário, para passar os seus últimos tempos neste mundo em liberdade, junto de pessoas e com outros amigos. O Tango é um cão com bastante idade, viveu muito tempo em canil, connosco apesar de ter algumas saídas diárias vivia preso a maior parte do dia.
E o Tango é um cão de planícies a perder de vista, não merecia morrer num canil. Já algum tempo estava previsto ele ir fazer parte do Monte dos Vagabundos - Santuário Animal e o Tango adaptou-se muito bem aos novos amigos. O Tango serás agora super feliz Tango. E já tem o seu buraquinho reservado, tanto que ele gosta de fazer buracos e deitar-se neles
link facebook.com/rafeiritosdoalentejo/posts/há-2-semanas-fomos-levar-o-nosso-querido-tango-para-um-santuário-para-passar-os-/1330348399130736/
Barco-Atelier de Monet volta a Quai d'Órsay
Entrei no Museu d'Orsay para ver a "novidade", o "Barco-Atelier" de Claude Monet. Os objetos deveriam ser úteis, arrumados na sua função de "arte". Mas este Monet toca-me. É insuportável. Sinto as pinceladas da água como se fossem bichos vivos que me fitam do centro da sala.
Olho para a massa de tinta de Monet, para aquele empastamento que esteve escondido décadas, e sinto o mesmo enjoo doce que me invadiu à beira-mar. É uma náusea nas mãos. A existência do "Barco-Atelier" desvendou-se de repente, perdeu o seu aspeto inofensivo de "impressionismo" ou de "categoria histórica": era a própria massa das coisas, uma abundância obscena de azuis e verdes que não pede licença para ser.
Os críticos falam de luz e de reflexos; mas esse é o mundo das explicações, e ele nada tem a ver com a existência bruta daquela tela de Monet.

O museu é gratuito. Paris, lá fora, é gratuita. E eu próprio, parado perante aquela existência pesada, sinto o coração revirar-se. Tudo começa a flutuar na consciência de que nada, nem mesmo aquele barco pintado, tem uma razão para me balancear. . João P. Saragoça
Santo Agostinho
uma preciosidade em Lisboa
No Museu das Janelas Verdes repousa o Santo Agostinho de Piero della Francesca, figura de uma solenidade tão geométrica que parece talhada por um compasso divino. Esta têmpera sobre madeira de choupo, nascida entre 1454 e 1469, é o vestígio de um mundo onde a beleza se media pela exatidão e a luz era uma forma de inteligência.
Piero, o mestre de SanSepolcro que via o universo como um conjunto de volumes perfeitos, trouxe para este painel a calma das manhãs da Toscânia. Ele, que foi tanto pintor como matemático, autor do tratado De Prospectiva Pingendi, não pintava apenas santos; organizava o espaço com o rigor de um arquiteto e a alma de um místico.
Na mitra e no pluvial, o detalhe das joias não é um mero adorno de luxo, mas uma celebração da luz que incide sobre a matéria, revelando a mão de quem dominava a ciência da perspetiva como nenhum outro no seu século.
João S. Lima


O humor não tem preço




A nova VISÃO
Os jornalistas da Visão planeiam um negócio "prudente e realista" para os próximos dez anos. A estratégia foca-se na viabilidade económica, evitando riscos financeiros desnecessários.

Gaza foi arrasada
pelos isra3litas de Natan
https://youtu.be/828CNVdQZ1I?si=OqIvzQfoi1FWLQLH
Os palestinianos morrem de sede sob um céu de fogo, enquanto a água lhes é roubada pela mão de ferro que tudo boicota. É o horror puro: eles não têm pão, eles não têm combustível, eles não têm nada senão o pó da destruição. Em Telavive, vive-se o brilho fútil de uma cidade europeia; ali mesmo ao lado, na Faixa de Gaza, morre-se com a crueza do Sudão do Sul. Nós olhamos e nada fazemos.
Tu sentes o aperto na garganta perante este silêncio? Vós, que detendes o poder, permitis que eles sejam reduzidos ao nada. É inaceitável que uns habitem o conforto enquanto outros se finam na lama da miséria. A morte por sede é a mais lenta das demolições humanas. Raul B. Gomes
https://youtu.be/3RT_0wBThns?si=OG-psgrEMaCgboK5
Menina carrega irmã em busca de auxilio
O video (https://youtu.be/demZteM3ofM?si=wnVGDhQOF4nIO36D) de menina de 8 anos, carregando a irmã doente em busca de auxílio, ficou como triste emblema da invasão de Gaza por Israel. As crianças estão a morrer de fome em casa enquanto os bombardeamentos incessantes reduzem a pó os acordos inúteis assinados em gabinetes distantes.
https://youtu.be/muzQ2haFBDs?si=tz_Yo1G4cRH07mmy
Aqui ao lado Espanha
IRENE MONTERO ameçada de morte pede proteção policial
Irene Montero é uma psicóloga e política espanhola, figura central do partido Podemos, que desempenhou um papel determinante na política de Espanha na última década e está ameaçada de morte, como revela El País
Montero juntou-se ao Podemos logo após a fundação do partido em 2014, vinda de movimentos de ativismo social e do direito à habitação (Plataforma de Afetados pela Hipoteca). Rapidamente se tornou uma das vozes mais próximas de Pablo Iglesias (de quem é companheira e com quem tem três filhos), assumindo a liderança do grupo parlamentar no Congresso dos Deputados.
Com a formação do primeiro governo de coligação em Espanha (PSOE e Unidas Podemos), Irene Montero foi Ministra da Igualdade. O seu mandato foi marcado por uma agenda feminista muito ambiciosa, destacando-se:
Lei do "Apenas Sim é Sim" (Solo sí es sí): Uma reforma do Código Penal que colocou o consentimento no centro dos crimes sexuais. Lei Trans: Que permite a autodeterminação de género a partir dos 16 anos. Reforma da Lei do Aborto: Garantindo o acesso ao serviço público e eliminando a necessidade de autorização parental para jovens de 16 e 17 anos.
O seu mandato foi um dos mais polarizados da história recente de Espanha: Efeitos da Lei "Solo sí es sí": Devido a uma lacuna na redação da lei, centenas de agressores sexuais viram as suas penas reduzidas retroativamente, o que gerou uma enorme crise política e obrigou o PSOE a alterar a lei contra a vontade de Montero.
Protestos anti-IRENE à porta de casa
Foi alvo de campanhas de assédio pessoal e mediático muito intensas, incluindo protestos constantes à porta da sua residência familiar. Após as eleições gerais de 2023, o Podemos perdeu peso político e Montero não foi incluída no novo governo de Pedro Sánchez. Atualmente, continua a ser uma figura de referência da esquerda radical espanhola e foi eleita Deputada no Parlamento Europeu
O drama da Estátua da Liberdade




Universidadede Tsinghua
https://youtu.be/Cs45UV_DUIw?si=nEhhAa2ikP32KHD_
https://youtu.be/qdlEqd30MYM?si=LIlQS5xZDiNbnjxX
https://youtu.be/m4AZcZKpf-s?si=3j6svEpH-EH__j9u
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Sendo a língua de negócios do futuro, o seu domínio oferece uma vantagem estratégica única no acesso a mercados e tecnologias de ponta. Mais do que comunicação, é a chave para compreender a nova ordem económica mundial. Investir neste idioma é garantir competitividade num mundo que gravita cada vez mais em torno de Pequim.
Natália Coreia
O ódio não vinha das cartilhas

Para Natália, a liberdade era o próprio ar, uma exigência do corpo antes de o ser do espírito. O regime de outrora era o lodo, uma poeira cinzenta que caía sobre as almas e as asfixiava no silêncio das sacristias. Ela sentia um nojo físico por aquela "pátria de mortos-vivos", onde o pensamento era vigiado e a alegria parecia um pecado contra o Estado.
Erguia-se como uma torre de fogo contra o gelo da ditadura. O seu ódio não vinha de cartilhas, mas de uma náusea profunda perante a pequenez de um país que se queria triste, mudo e curvado. Via nos censores uns coveiros da luz, homens de negro que guardavam a chave de uma cela onde Portugal definhava.
Escrevia para rasgar o pano do medo. Para ela, o antigo regime não passava de um inverno longo que gelava o sangue dos novos. Ou se era livre, com a violência dos bichos e a pureza dos astros, ou se era apenas sombra num corredor de convento. Entre a submissão e o abismo, Natália escolhia sempre o grito, porque a liberdade era a única forma de não ser pó antes do tempo. Raul B. Gomes
Devo-me eterna vendida em hasta pública
Dos olhos tomai pranto, é boa rega,
já que a chorar por vós vos dei fartura.
Dos ouvidos, silvos que os ocuparam,
tomai que até farelo pus em música.
Nos fúlgidos milagres da pombinha
embua-se o divino no profano.
Tomai polme a ferver de ilhoa irada,
mesmo o coice que dá depois de morta.
Eu deito fogo para não ser queimada.
Mas serva e cerva sou por trás da porta.
Tomai gestos que são dos sete palmos
e para vermes eu não ponho a rubrica.
De publicar-me em pó estais perdoados.
Devo-me eterna vendida em hasta pública
Sobre o poema
A Rebeldia: Ela afirma que "deita fogo para não ser queimada", uma metáfora da sua vida de intervenção constante contra o sistema.O Desprezo pela Morte: Ao dizer que não "põe a rubrica" para os vermes, Natália reafirma que a sua essência (a poesia) não morre com o corpo.A "Hasta Pública": É uma ironia sobre como a obra de um poeta, após a morte, passa a pertencer a todos, sendo discutida e "leiloada" pelo público.

Este é o País que a dor inventa
Este é o país que a dor inventa. / Onde a luz é um punhal de mansidão. / E o povo que em silêncio se alimenta. / Do pão que amassa com a solidão. / Ó pátria de naufrágios e de lendas. / Onde o mar é o limite do desejo. / Abre as janelas, tira as tuas vendas. / E vê o sol no último bocejo. / Porque a vida é um fogo que se acende. / No peito de quem nunca se rende.

Um dos poemas de Natália Correia com maior carga de intervenção social — e que se tornou um hino contra a repressão do Estado Novo — é a "Queixa das Almas Jovens Censuradas".
Este poema é uma crítica feroz à forma como a ditadura tentava "domesticar" a juventude, oferecendo uma educação vazia e um futuro sem liberdade. Foi mais tarde imortalizado pela voz de José Mário Branco.
Queixa das Almas Jovens Censuradas
Dão-nos um lírio e um canivete
e uma alma para ir à escola
mais um letreiro que promete
raízes, hastes e corola.
Dão-nos um mapa imaginário
que tem a forma de uma cidade
mais um relógio e um calendário
onde não vem a nossa idade.
Penteiam-nos os crânios ermos
com as cabeleiras das avós
para jamais nos parecermos
connosco quando estamos sós.
Dão-nos um bolo que é a história
da nossa história sem enredo
e não nos soa na memória
outra palavra que o medo.
Dão-nos um nome e um jornal
um avião e um violino
mas não nos dão o animal
Dão-nos marujos de papelão
por isso a nossa dimensão
não é a vida, nem é a morte.

Em 1982, durante um debate sobre o aborto, o deputado João Morgado afirmou que "o ato sexual é para fazer filhos". Natália pediu a palavra e, de improviso, declamou:
"Já que o coito — diz Morgado —
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menina ou menino;
e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca-truca.
Sendo pai só de um rebento,
lógica é a conclusão
de que o viril instrumento
só usou — parca ração! —
uma vez.
E se a função
faz o órgão — diz o ditado —,
consumada essa exceção,
ficou capado o Morgado."
Este episódio ficou para a história como um dos momentos de maior irreverência e inteligência na resposta ao conservadorismo da época.
Jóias Dinásticas
no Hotel de la Marine, em Paris

Sheikh Hamad bin Abdullah Al-Thani, é um proeminente coleccionador do Qatar e um apaixonado por arte e um grande mecenas.
Este Príncipe lembra a família Medici, que governou Florença e depois a Toscana até 1737, com alguns intervalos no meio. Além de muitos empreendores, os Medicis amavam arte e como mecenas financiavam e investiam em arte.
Após as duas edições anteriores, dedicadas respectivamente às artes da Idade Média e do Renascimento, esta exposição agora patente no Hotel de Paris, reúne jóias magníficas, raras, históricas e de grande importância, provenientes tanto das colecções do prestigiado museu londrino Victoria & Albert quanto da Colecção Al Thani, muitas das quais são exibidas na França pela primeira vez. (texto continua na página 3)






















