
BOTEQUIM
Edição de 18 a 25 de Fevereiro de 2026, com actualizações diárias
Flash!
Principe Andrew foi preso por causa do Caso Epstein
Andrew: o agente secreto ao serviço dos isra3litas?
Britânicos em estado de choque -leia mais abaixo nesta a seguir ao bloco sobre Agostinho da Silva
Editorial :
O mês do filósofo anarquista feliz
Quando Agostinho escandalizou um padre

Num notável e polémico ensaio, Agostinho da Silva (nascido há 120 anos, fá-los este mês) escreveu, a partir da crucificação de Jesus, um artigo intitulado "O Cristianismo". Incluído nos seus célebres "Cadernos de Iniciação", o texto deflagrou na altura polémicas e escândalos em jornais, opúsculos, altares, confrarias, etc.
Com a iconoclastia que o caracterizava, o Professor propunha uma nova releitura do Velho Testamento a fim de desmontar algumas versões oficiosas da igreja - como quando afirma que, de início, o "Reino dos Céus ou Reino de Deus não significa ascensão para um paraíso, após a morte", mas ascensão a um paraíso "na terra, não no além".
Nesse éden, especifica Agostinho citando Jesus, "ninguém terá que trabalhar", isto é, "de sujeitar-se a tarefas que são formas de escravatura", nem haverá "a menor ideia de organização familiar", "nem existirá Estado, ou tribunais, ou juízes".
Adversa a utopias, a realidade da época levará, porém, "os Apóstolos a transferir o Reino da Terra para os Céus", ou seja "para depois da vida", alteração que "abriu caminho a todas as deturpações".
Retido em Jerusalém, Cristo é, entretanto, crucificado, o que permitirá "à igreja transformar uma ideia revolucionária numa religião submissa": a que temos. As críticas mais veementes pertenceram a um padre, Augusto Durão Alves, que as reuniu no volume "O cristianismo do sr. Agostinho...e o mais que se verá".
Mas não se viu grande coisa, nem do sacerdote, nem do Patriarcado, nem do Vaticano – o sacerdote ficou a falar sozinho!
Agostinho da Silva
o regresso do anarquista feliz

Vêm aí grandes comemorações sobre Agostinho da Silva, grande filósofo português do Séc. XX. Publicamos aqui, no botequim.pt, o mais importante sobre o que vai acontecer e sobre o grande Agostinho da Silva
Agostinho da Silva (1906–1994) foi um dos maiores filósofos, ensaístas e pedagogos portugueses do século XX. Formado em Filologia Clássica, foi um espírito livre que renunciou ao funcionalismo público para se dedicar ao pensamento e à liberdade, exilando-se no Brasil durante a ditadura de Salazar.
Lá, fundou universidades e centros de estudos, tornando-se uma figura influente na cultura luso-brasileira. A sua filosofia, o "Quinto Império", defendia uma humanidade liberta do trabalho braçal pela tecnologia, dedicada à criatividade, ao espírito e à fraternidade universal. Considerava que o homem não nasceu para trabalhar, mas para criar.
A sua humildade e sabedoria tornaram-no popular em Portugal nos anos 90, através de entrevistas televisivas marcantes. É recordado como um "operário do pensamento" que pregava a alegria e a esperança. Faleceu em Lisboa, deixando um legado de profunda crença no potencial do povo de língua portuguesa.
Depois dos estudos no Porto, da passagem por Paris e no regresso a Portugal, encontramos Agostinho da Silva no Liceu José Estêvão em Aveiro. Estávamos em 1935, ano em que é emitido o Decreto 27.003 – que obrigava os funcionários do Estado a afirmarem-se integrados no Estado Novo e com repúdio pelo comunismo e outras ideias subversivas.ão e é demitido da Função Pública. Muda-se para Espanha, onde permanece até ao início da Guerra Civil, regressando a Lisboa e ao ensino Agostinho da Silva recusa assinar a declaraç, no Colégio Infante Sagres.

Carta à juventude Portuguesa
Embora o texto tenha a forma de uma correspondência pessoal, ele não se dirigia a uma pessoa específica com nome e apelido, mas sim à Juventude Portuguesa. Foi escrita num período (anos 40) em que o regime de Salazar promovia a obediência e o pensamento único. Agostinho dirigia-se aos jovens para os incentivar à rebeldia intelectual.
"Meu caro Amigo: do que você precisa, acima de tudo, é de se não lembrar do que eu lhe disse; nunca pense por mim, pense sempre por você; fique certo de que mais valem todos os erros, se forem cometidos segundo o que pensou e decidiu, do que todos os acertos, se eles forem meus, não seus. Se o criador o tivesse querido juntar muito a mim não teríamos talvez dois corpos distintos ou duas cabeças distintas. Os meus conselhos devem servir para que você se lhes oponha. É possível que depois da oposição venha a pensar o mesmo que eu; mas nessa altura já o pensamento lhe pertence. (…)"
A passagem de Agostinho pelo Aljube

É preso no dia 24 de julho de 1943, para averiguações, e enviado para o Aljube, onde permanece incomunicável durante 18 dias. Depois de libertado, é-lhe imposta a pena de residência fixa que cumpre em Portimão. Parte para o exílio na América Latina em 1944, fixando-se no Brasil entre 1947 e 1969, ano em que regressa a Portugal.
Depois do 25 de Abril de 1974, regressa ao ensino
Depois do 25 de Abril de 1974, regressa ao ensino em diversas universidades portuguesas, dirige o Centro de Estudos Latino-Americanos da Universidade Técnica de Lisboa e desempenha funções de consultor do Instituto de Cultura e Língua Portuguesa (atual Instituto Camões).
in Museu do Aljube - Resistência e Liberdade
Entre as colaborações na "Seara Nova", as tertúlias e as mudanças que vai implementando no sistema de ensino no Infante Sagres, em 1940 Agostinho da Silva começa – com a colaboração de Fernando Raul – a escrita, edição e distribuição dos Cadernos de Informação Cultural, visto como uma afronta ao programa educativo do regime.

O filósofo da Esperança

Marcelo Rebelo de Sousa: "Agostinho era o nosso filósofo da esperança, o homem que transformou a utopia numa forma de estar e que via no povo português uma genialidade ainda por cumprir."

Mário Soares: "Agostinho da Silva é um mestre da liberdade, um homem que nos ensinou a olhar para o futuro com uma audácia que a política quotidiana raramente permite."


Francisco Sá Carneiro: "Um espírito livre e inquieto, cuja visão para Portugal ultrapassava as fronteiras do imediato para se focar na dignidade absoluta do ser humano."

Ramalho Eanes: "Ele foi, acima de tudo, um educador de almas, alguém que soube ler o destino de Portugal com uma profundidade espiritual única no nosso século."

Freitas do Amaral: "Agostinho da Silva foi o grande mestre da liberdade de pensamento em Portugal, um homem que nos ensinou a olhar para o mundo e para nós próprios com uma audácia espiritual que a política, por si só, nunca alcança."
A Obra de Agostinho da Silva
A obra de Agostinho da Silva é vasta e dispersa por ensaios, biografias e cartas, focando-se na pedagogia, na filosofia e na espiritualidade. Em textos como "Sete Cartas a um Jovem Filósofo", defende a liberdade individual e a educação como descoberta do próprio ser.

A sua escrita biográfica sobre figuras como Pestalozzi ou Montaigne serviu para ilustrar modelos de pensamento livre. No centro do seu
legado está a visão do "Quinto Império", onde Portugal teria a missão espiritual de promover a fraternidade universal. Propôs a substituição do trabalho pela criação, antecipando uma era de lazer tecnológico dedicado ao espírito.
Os seus cadernos de divulgação cultural visavam democratizar o conhecimento clássico e humanista. A obra reflete um "anarquismo manso", rejeitando dogmas e estruturas opressivas. Em suma, os seus escritos são um apelo à audácia, à alegria e à crença na genialidade latente do povo português.

Agostinho da Silva 'empurrado' para o Panteão
Homenagem no Panteão Nacional: Estão a decorrer movimentos da sociedade civil e de grupos de intelectuais para reforçar o pedido de trasladação dos seus restos mortais para o Panteão Nacional, ou, em alternativa, a colocação de uma placa evocativa, assinalando o dia 3 de abril com uma sessão solene sobre a "Portugalidade"
Roteiros "Agostinianos" em Lisboa: No início de abril, serão organizados passeios culturais pelos locais marcantes da sua vida na capital, como a zona da Arroios e a Pensão Ideal, onde viveu os seus últimos anos, culminando com leituras de poesia e filosofia ao ar livre.
Dia de Portugal (10 de Junho): No âmbito das comemorações oficiais, espera-se que o Presidente da República dedique uma parte da sua intervenção à visão agostiniana de Portugal. A ideia é focar no conceito de "Portugal como Fraternidade" em vez de apenas uma unidade política ou económica, alinhando-se com o tema da Diáspora e das Comunidades Portuguesas.
Salazar "queria que todos fossem contabilistas"
Não existem registos públicos de frases elogiosas ou citações diretas de António de Oliveira Salazar sobre Agostinho da Silva. A relação entre ambos foi de oposição ideológica absoluta e repressão institucional. O que se conhece são as ações do regime de Salazar em relação ao filósofo, que caracterizam o que o ditador pensava dele:

Portugal fechado numa sacristia
Agostinho da Silva referiu-se à governação de Salazar dizendo que o regime, onde Cerejeira era um pilar, tentava fechar Portugal numa "sacristia", enquanto ele queria abrir Portugal ao mundo e à liberdade do espírito. Portanto, o silêncio de Cerejeira sobre Agostinho era um silêncio de desaprovação institucional.
A "Demissão" Forçada: Em 1935, Salazar assinou o decreto que obrigava os funcionários públicos a declarar que não pertenciam a sociedades secretas. Agostinho da Silva recusou-se a assinar e foi imediatamente expulso do ensino oficial.
O Desprezo pela Indisciplina: Para Salazar, que privilegiava a ordem, o rigor financeiro e a estabilidade, Agostinho da Silva representava o oposto: a "indisciplina do espírito", a utopia e a liberdade individual absoluta.
A Vigilância da PIDE: Durante o exílio de Agostinho da Silva no Brasil, os relatórios da polícia política (PIDE) descreviam-no como um elemento perigoso pela sua capacidade de influenciar a juventude e as elites intelectuais contra o Estado Novo.
Numa entrevista já no fim da vida, Agostinho da Silva comentou com ironia que Salazar tinha o "defeito" de querer que todos os portugueses fossem "contabilistas", enquanto ele queria que fossem todos "poetas". Em suma, Salazar não o citava para o elogiar; via-o como um intelectual dissidente que deveria ser afastado da formação das novas gerações.
O futuro, segundo Agostinho
Agostinho da Silva era conhecido pelo seu otimismo profético e por uma visão espiritual do destino de Portugal. Aqui estão algumas das suas ideias e frases mais emblemáticas: Sobre a vocação de Portugal: "O destino de Portugal não é ser uma potência, é ser uma fraternidade." Ele acreditava que a missão dos portugueses era unir povos através da cultura e do espírito, e não pelo domínio económico.
Sobre o trabalho: "O homem não nasceu para trabalhar, nasceu para criar." Defendia que a tecnologia deveria libertar a humanidade da escravidão do emprego para que todos pudessem ser poetas ou filósofos.
Sobre a educação: "Educar não é ensinar o que não se sabe, é ajudar a descobrir o que se é."
Sobre a esperança: "Não é por as coisas serem difíceis que nós não ousamos; é por nós não ousarmos que elas são difíceis."

Sobre o futuro: Ele falava frequentemente na vinda de uma "Era do Espírito Santo", um tempo de liberdade total e alegria, onde o Estado e as hierarquias deixariam de ser necessários. A sua postura era de uma "humildade audaciosa", acreditando que o maior erro de Portugal era a falta de confiança na sua própria capacidade de imaginação.
Lançamento de documentário
Está prevista a exibição, em canais públicos e centros culturais, de um documentário que reúne imagens inéditas das suas últimas entrevistas e depoimentos de figuras que conviveram com ele, focando-se na sua passagem pelo Brasil e no seu regresso triunfal a Portugal.
Encontro de Escolas "Educar para a Liberdade": No dia 3 de abril, várias escolas que seguem pedagogias alternativas ou que estudam o seu pensamento planeiam um "dia sem aulas" tradicionais, substituindo-as por oficinas de criação artística e debates, honrando o lema de que a educação deve ser a descoberta do que cada um é.
Destaques Mediáticos e Digitais
RTP e Antena 1: No dia 13 de fevereiro de 2026, o programa "Uma Noite em Forma de Assim" (Antena 1) dedicou uma emissão especial aos 120 anos do filósofo, com a participação do investigador Jorge Afonso, analisando a atualidade do seu pensamento.
Associação Agostinho da Silva: A associação continua a ser o epicentro das comemorações, promovendo a digitalização do boletim "Folhas à Solta" e organizando sessões de leitura e debate sobre as suas obras principais.
Nova Acrópole (Lisboa e Porto): Estão a decorrer ciclos de palestras intitulados "Pensadores do Nosso Tempo", focados na pedagogia da liberdade de Agostinho da Silva.
Ciclos de Conferências e Filosofia
Colóquios Académicos: Investigadores como Fabrizio Boscaglia têm promovido sessões sobre temas específicos da sua obra, como o "Islão, o Futuro e o Quinto Império", explorando as pontes culturais que o filósofo tanto defendia.
Exposições e Museus
Museu do Aljube (Lisboa): O museu evoca a resistência intelectual de Agostinho da Silva através de mostras documentais que recordam a sua expulsão do ensino e o seu papel no combate ideológico à ditadura. Iniciativas Locais: Em Torres Vedras e noutras cidades, espaços culturais estão a aproveitar a efeméride para dinamizar oficinas de criatividade baseadas no lema agostiniano de que "o homem nasceu para criar, não para trabalhar".
Espera-se que, ao longo de 2026, surjam novas edições comentadas das suas cartas e ensaios, aproveitando o renovado interesse público pela sua visão de um Portugal fraterno e universalista.
Se fosse vivo Agostinho diria aos portugueses
Com base na sua Obra diria: "Meus senhores, deixai que vos diga: Portugal nunca foi um território, foi sempre uma esperança que se desfez em mar para se encontrar em espírito. O futuro que nos espera não mora na contabilidade das bolsas, mas na audácia de quem se atreve a não ser nada, para poder ser tudo.
"Havemos de chegar ao tempo em que as máquinas farão o suor e os homens farão o sonho, transformando este rectângulo num jardim de poetas e vadios iluminados.
"Não queiramos ser uma província cansada da Europa. Sejamos antes a varanda de onde o mundo aprende que a fraternidade é a única economia que não abre falência.
"Portugal só cumprirá o seu destino quando perder o medo de ser livre e trocar a segurança pela aventura da criação pura.
"Ide, pois, e não trabalheis: criai, porque o mundo está sedento de uma alegria que só nós a sabemos inventar."
Uma Sociedade sem Igreja

Tal como no caso de Salazar, não existem registos de frases públicas de elogio ou amizade do Cardeal Cerejeira dirigidas a Agostinho da Silva. Pelo contrário, as posições de ambos representavam visões de mundo opostas e em conflito direto durante o Estado Novo.
O cardealCerejeira era o rosto da Igreja institucional, hierárquica e aliada ao regime (a Cristandade do "Estado Novo"). Agostinho da Silva, embora profundamente espiritual, defendia um
"cristianismo joanino" e anárquico, sem necessidade de padres, templos ou dogmas, focado na liberdade absoluta do Espírito Santo.
A Questão da Educação: Cerejeira defendia uma educação católica tradicional e conservadora. Quando Agostinho da Silva foi expulso do ensino em 1935 por se recusar a assinar a declaração de lealdade ao regime, a Igreja de Cerejeira não só não o defendeu como viu nele um perigo para a "formação moral" da juventude, devido ao seu pensamento heterodoxo.
Enquanto o Cardeal pregava a obediência e a moralidade cristã clássica, Agostinho pregava a vinda de uma era onde a Igreja institucional deixaria de ser necessária porque Deus estaria em todos os homens. Para a hierarquia da época, estas ideias eram vistas quase como "heresias" ou devaneios perigosos.
Agostinho Silva sobre Trump

Com base na sua Obra, se fosse vivco Agostinho da Silva talvez dissesse sobre Trump o seguinte:
"Trump, olha, tu berras e fazes a guerra, mas o mundo já não te ouve, porque está a ser comprado pela China, que não gasta uma bala para te tirar o chão. És o ruído do martelo. Eles são a paciência da água que tudo inunda sem avisar.
"Enquanto tu fechas as portas com estrondo, eles entram pelas janelas em silêncio. Tu queres o mando pelo medo, mas eles preferem o domínio pela astúcia. Grita, o futuro já não te responde."
Associação Agostinho da Silva
Sediada em Lisboa, esta instituição desempenha um papel fundamental por várias razões: Espólio e Arquivo: É a principal guardiã dos documentos, cartas, manuscritos e objetos pessoais do filósofo, gerindo o acesso de investigadores e académicos ao seu pensamento original.
Edição e Publicação: Tem sido responsável pela organização e reedição de muitas das suas obras, garantindo que textos anteriormente dispersos ou esgotados voltem a estar disponíveis para o público. Divulgação Cultural: Promove regularmente colóquios, conferências e iniciativas como as
"Folhas à Solta", que visam manter o pensamento agostiniano vivo e adaptado aos desafios da sociedade contemporânea.
Ponto de Encontro: Funciona como a ponte oficial entre a família do filósofo, o Estado português e as instituições brasileiras, onde Agostinho também deixou uma marca profunda. A associação é composta por amigos, discípulos e estudiosos que procuram não apenas homenagear a figura histórica, mas aplicar o seu ideal de "pedagogia da liberdade" e de "Portugal como fraternidade" nos dias de hoje.
Andrew: o agente secreto?
A monarquia britânica está em pânico por causa do príncipe André, alvo de acusações graves sobre partilha de documentos secretos, que levaram agora à sua prisão e posterior libertação.
A detenção ocorreu na sua residência de Norfolk, sob suspeita de má conduta em cargo público. A BBC e a CNN Brasil relatam que a investigação foca-se na partilha de documentos governamentais confidenciais com Jeffrey Epstein durante o seu tempo como enviado comercial.
A operação incluiu buscas em propriedades em Berkshire e Norfolk, tendo o ex-príncipe sido libertado sob investigação após 11 horas de interrogatório. O Rei Carlos III declarou que "a lei deve seguir o seu curso", enquanto a polícia continua a analisar novos e-mails e arquivos comprometedores. Este evento sem precedentes marca a primeira vez na história moderna que um membro sénior da realeza é detido. André nega todas as acusações, mas o cerco jurídico aperta-se com a cooperação entre as autoridades britânicas e americanas.
Trump lava as mãos... até próxima vindima

O princípio do fim de um grande jornal
Whashigton Post
Amazon despede 300 jornalistas
A Democracia morre na escuridão
Existe uma tensão forte entre a redação e Jeff Bezos. Os jornalistas acusam o proprietário de estara sacrificar a missão cívica do jornal (a famosa frase "Democracy Dies in Darkness") em favor de um modelo de negócio puramente lucrativo e de evitar conflitos políticos.

A Queda de Audiência: O jornal tem tido dificuldades em manter o número de subscritores digitais que alcançou durante os anos da primeira presidência de Trump.
300 jornalistas despedidos pelo dono da Amazon
DespedimentosDespedimentos em Massa: O jornal cébre por ter derrubado um presidente americano mentiro, Richard Nixon, recentemente o corte de cerca de 30% da sua força de trabalho, mais de 300 jornalistas. Prejuízos anuais ultrapassam os 100 milhões de dólares. Encerramento de Secções: Numa decisão polémica, o jornal eliminou secções inteiras, como a de Desporto e a de Crítica de Livros, além de ter reduzido drasticamente a sua presença internacional, fechando vários escritórios no estrangeiro.

Bezos: O últiomo apaga as luzes
Bob Woodward continuou no Washington Post, onde se tornou editor-executivo adjunto. Ao longo das décadas, tornou-se o cronista mais famoso da Casa Branca, escrevendo mais de 20 livros sobre os bastidores do poder, abrangendo desde o governo de Nixon até ao de Joe Biden.


É conhecido pelo seu acesso sem precedentes a presidentes e figuras de alto escalão, mantendo-se ativo como autor e jornalista de investigação.
Carl Bernstein deixou o Washington Post em 1977. Desde então, trabalhou como correspondente para a ABC News, escreveu para revistas como a Rolling Stone e a Vanity Fair, e publicou vários livros, incluindo uma biografia premiada do Papa João Paulo II e as suas memórias sobre o início da carreira. Atualmente, é presença frequente em canais de televisão como a CNN, onde atua como comentador político e crítico.
Apesar de não trabalharem juntos diariamente há muitos anos, os dois reúnem-se frequentemente para eventos comemorativos sobre o Watergate ou para discutir questões de liberdade de imprensa, mantendo uma amizade que dura há mais de cinco décadas.
O Washington Post atravessa um momento crítico neste início de fevereiro de 2026, marcado por uma reestruturação profunda que está a alterar a identidade histórica do jornal.

Mudança de Estratégia: Sob a direção de Jeff Bezos, do da Amazon e da nova equipa de gestão, o foco do jornal está a passar de uma publicação generalista de referência mundial para um meio mais focado em política e segurança nacional dos EUA.
Há ainda uma aposta crescente em ferramentas de Inteligência Artificial para a produção de conteúdos.

A Aposta na Internet em 1994
Bezos trabalhava em Wall Street e, ao ler que a utilização da internet estava a crescer 2.300% ao ano, decidiu largar o emprego. Ele fundou a Amazon na sua garagem em Seattle, inicialmente apenas como uma livraria online, por considerar que os livros eram fáceis de catalogar e enviar.
O Investimento Inicial e a Garagem
Embora se fale muito na "garagem", Bezos teve um impulso crucial: os seus pais investiram cerca de 300.000 dólares das suas economias de reforma na empresa. Esse capital permitiu que a Amazon sobrevivesse aos primeiros anos de prejuízo, enquanto ele se focava em ganhar escala em vez de lucro imediato. Bezos expandiu rapidamente para CDs, eletrónicos e, eventualmente, para tudo o que se possa imaginar.
As ações começaram a 18 dólares.
Ele manteve uma percentagem enorme da empresa (atualmente cerca de 9% a 10%, mesmo após o divórcio e vendas de ações). À medida que a Amazon passava de uma loja para um gigante logístico, o valor das ações disparou, tornando a sua participação acionista astronómica.
Muitas pessoas pensam que a riqueza de Bezos vem apenas das encomendas, mas grande parte do valor da Amazon (e da fortuna dele) vem da AWS (Amazon Web Services). A Amazon aluga os seus servidores para quase toda a internet (Netflix, bancos, e até a CIA). É a parte mais lucrativa do negócio.

A fortuna de Bezos em 2026
Atualmente, a fortuna de Jeff Bezos está avaliada em cerca de 240 mil milhões de dólares, flutuando conforme o preço das ações da Amazon. Além da Amazon, ele é dono do jornal Washington Post e da empresa espacial Blue Origin. Ele comprou o Washington Post (o jornal de que falávamos há pouco) por "apenas" 250 milhões de dólares em 2013, o que é quase "trocos" face à sua fortuna atual
O Escândalo Watergate: Da Invasão à Renúncia
O Watergate foi o caso que derrubou o presidente Richard Nixon. Os jornalistas eram Bob Woodward e Carl Bernstein que, ao longo de meses, conseguiram provas que incriminaram o presidente norte-americano em atividades de espionagem e corrupção.
Tudo começou em junho de 1972, quando cinco homens foram presos ao invadir a sede do Partido Democrata, no complexo Watergate, para instalar escutas. Woodward e Bernstein descobriram que um dos invasores era um ex-agente da CIA e que o grupo possuía números de telefone ligados à Casa Branca. Através de encontros secretos em parques de estacionamento com a fonte "Garganta Funda", os jornalistas seguiram o rasto do dinheiro: fundos de campanha estavam a ser usados para financiar atos de sabotagem contra opositores políticos.

Mesmo com a negação oficial de Nixon, o Washington Post manteve as manchetes, atingindo tiragens recorde de mais de 500.000 exemplares. A pressão jornalística forçou o Senado a investigar, revelando que Nixon gravava todas as suas conversas na Sala Oval. Quando o Supremo Tribunal obrigou a entrega das fitas, ficou provado que o Presidente ordenou que o FBI parasse de investigar o caso. Sem apoio, Nixon tornou-se o único presidente na história dos EUA a renunciar ao cargo, em agosto de 1974.
um cartoon vencedor da World Press 2025
Eduard Snod3n e Natanson Natanson
Os pecados maiores do Washington Post
O "pecado" que conduz à morte anunciada do Washington post foi a perda da coragem combativa que definiu o jornal nos anos 1970, trocando-a por uma postura de "gestão de danos" corporativa sob a era de Bezos.
O Caso Snowd3n no Washington Post remete para um dos debates éticos mais intensos do jornalismo moderno: o equilíbrio entre a segurança nacional e a proteção de fontes. O erro apontado por críticos e pelo próprio Snowd3n ao Washington Post (em comparação com o The Guardian) não foi a revelação direta da sua identidade, mas sim a hesitação e a gestão do sigilo no início do processo.

Quando Snowden (que usava o pseudónimo "Veraxx") contactou o jornalista Barton Gellman do Post, ele exigiu que o jornal publicasse o código completo do programa PRISM e garantisse a publicação em 72 horas. O conselho jurídico do Washington Post hesitou, temendo represálias legais do governo Obama.
O "Pecado": Snowd3n sentiu que o jornal estava a ser demasiado cauteloso e "submisso" às pressões do governo, o que o levou a entregar o material também ao The Guardian (Glenn Greenwald), que foi muito mais agressivo.
Houve críticas severas à forma como o Post comunicou inicialmente com a fonte. Snowd3n enviou e-mails cifrados, mas o jornal, em certos momentos, utilizou canais que não eram 100% seguros.
No mundo da espionagem, revelar uma fonte não é apenas dizer o nome dela, mas sim deixar um rasto digital (metadados) que permita ao governo chegar lá. O "pecado" foi a falta de preparação tecnológica para lidar com uma fonte daquele calibre.
O Caso Snowd3n no Washington Post remete para um dos debates éticos mais intensos do jornalismo moderno: o equilíbrio entre a segurança nacional e a proteção de fontes. O erro apontado por críticos e pelo próprio Snowd3n ao Washington Post (em
comparação com o The Guardian) não foi a revelação direta da sua identidade, mas sim a hesitação e a gestão do sigilo no início do processo.
O filme "Snod3n" com Oliver Stone

VEJA O FILME COMPLETO
Hannah Natanson - "Nova" Crise
O FBI invadiu recentemente a casa da repórter Hannah Natanson. O "pecado" aqui, segundo o sindicato dos jornalistas, foi o jornal ter permitido (ou não ter conseguido impedir) que o governo identificasse o leaker do Pentágono, Aurelio Perez-Lugones, através da análise de dispositivos da própria jornalista que não estariam devidamente protegidos.
A Diferença para o Watergate
No Watergate, o Post protegeu o "Garganta Profunda" por 30 anos. No caso de fontes modernas (como Snowden ou leakers do Pentágono), o "pecado" é a perda dessa proteção absoluta, seja por pressão de advogados, por falhas de segurança informática ou por acordos de bastidores com o Departamento de Justiça para evitar multas pesadas.
Snowd3n vive na Rússia
Edward Snowd3n é um ex-analista da CIA e contratado da NSA que, em 2013, denunciou programas de vigilância global em massa dos EUA, revelando a monitorização de comunicações de cidadãos e líderes mundiais.
Após divulgar documentos confidenciais ao The Guardian e The Washington Post, recebeu asilo na Rússia, onde permanece, sendo considerado um traidor pelos EUA e um denunciante (whistleblower) por defensores da privacidade.
Cartonistas americanos d'olho em Bezos








Viajando por J. Beiratejo
Egipto: o mistério das pedras gigantes
na Praça Tahrir, J. Beiratejo
Fui ao Museu do Cairo para ver e contar o que se passa lá dentro, antes que este belíssimo edifício seja pelo novo museu mesmo à beira das Pirâmides. O antigo museu foi construído na Praça Tahrir entre 1897 e 1901 e, ao entrar, a porta monumental revela um mundo suspenso. Cruzei o umbral neoclássico, deixando para trás o burburinho da cidade, e vi-me num átrio rosado onde a luz das claraboias ilumina colossos de pedra milenares.
Caminhei pelos corredores densos até à Sala das Múmias Reais, um santuário de penumbra e silêncio absoluto. Ali, Ramsés II exibe o seu perfil aquilino e cabelos ruivos preservados, enquanto Seti I repousa com uma serenidade mística. Ao lado, Tutmés II mantém a postura de quem desafiou a morte através da técnica perfeita do linho e do natrão. Entre o cheiro a poeira antiga e a vigilância de guardas de olhar seco e ancestral, senti a imortalidade técnica de um império. Cada amuleto e grão de pimenta usado no embalsamamento cumpriu a sua promessa: manter estes reis vivos na nossa memória, guardados por paredes que já resistiram a revoluções.
Quando os egípcios enfretaram saqueadores
Um facto pouco conhecido e fascinante é que, durante a Revolução Egípcia de 2011, quando o museu foi ameaçado por pilhagens, centenas de cidadãos egípcios formaram uma corrente humana em volta de todo o edifício. Eles deram as mãos para criar um escudo vivo, protegendo os tesouros ancestrais até que o exército chegasse, demonstrando uma união civil sem precedentes para salvar o seu património.
Ele guarda o museu desde miúdo
Ele estava a um canto, quase parecia uma estátua imóvel, calado, fundindo a sua pele escura com as sombras do granito. Aproximei-me e perguntei-lhe: "Quem és tu?".
.

— Eu sou o guarda deste museu — respondeu ele, com uma voz seca que parecia vir do fundo dos séculos. — Estás aqui há muito tempo? Pareces fazer parte destas paredes. — Desde pequeno. O meu pai vigiava estas salas e eu trazia-lhe o pão. Cresci a correr por entre estes sarcófagos como se fossem a mobília da minha casa.
— Não te sentes só entre tantos mortos e pedras frias? — Eles não são pedras para mim. São amigos, são família. Conheço cada ruga de Ramsés e cada detalhe de Seti. Eu falo com eles no silêncio da noite. — E o que te dizem eles? —
Dizem que o Egito é eterno e que eu sou apenas mais um elo da corrente. Vi revoluções lá fora, mas aqui dentro, nada muda. Sou o último amuleto deste edifício rosado. Enquanto eu aqui estiver, eles nunca estarão sozinhos. x

Um sono com 3 mil anos
Ao entrar na Sala das Múmias Reais, a atmosfera muda imenso; a temperatura é controlada e a iluminação é mínima para proteger os tecidos orgânicos. A sala é revestida com vitrines de vidro de alta tecnologia, onde o silêncio é quase absoluto, interrompido apenas pelo murmúrio distante dos corredores principais.
Nesta sala, encontrei Ramsés II, o faraó mais célebre do Império Novo. A sua múmia é impressionante pela preservação: o nariz aquilino e proeminente mantém a estrutura, e os seus cabelos, que eram naturalmente ruivos, ainda são visíveis, conferindo-lhe uma aparência majestosa mesmo após 3.000 anos.
Ao seu lado, repousa Tutmés II, cujo corpo revela uma figura mais franzina, mas igualmente imponente pela técnica de embalsamamento. As mãos de ambos estão cruzadas sobre o peito, a posição clássica da realeza, e a pele, embora escurecida pelas resinas, mantém detalhes como as unhas e as dobras das articulações, tornando a ligação com o passado quase palpável.
O farao que amava conduzir o seu carro
Estou agora diante do Carro de Guerra de Tutancâmon e o meu coração dispara! É uma peça de engenharia leve e mortal, toda revestida a folha de ouro que brilha com uma intensidade quase hipnótica sob as luzes do museu.
O pormenor mais louco? O couro original das rédeas e do piso ainda está lá, esticado e preservado por 3.300 anos! Consigo imaginar o faraó a voar pelas areias, com as rodas de seis raios a girar freneticamente. É uma visão de poder puro, decorada com figuras de cativos asiáticos e africanos sob os pés do rei, simbolizando o domínio total. A precisão do entalhe na madeira é tão fina que parece impossível ter sido feita sem ferramentas modernas. É, sem dúvida, o "Ferrari" da Antiguidade!
A Nova VISÃO
de Margariuda Davim
Os jornalistas da Visão planeiam um negócio "prudente e realista" para os próximos dez anos. A estratégia foca-se na viabilidade económica, evitando riscos financeiros desnecessários. Atualmente, trabalham para a massa insolvente sem acumular novas dívidas no processo. Pelo contrário, o trabalho da equipa tem servido para liquidar passivos anteriores.

A meta de 200 mil euros foi atingida para permitir a compra do título em leilão.
Jack Lang implicado no Caso Epstein
PM Britãnico continua sob Pressão
Inteligências também no Caso Epstein
Isra3l começa a ser ligado a Caso Epstein
Gaza menina carrega irmã às costas
O video (https://youtu.be/demZteM3ofM?si=wnVGDhQOF4nIO36D) de menina de 8 anos, carregando a irmã doente em busca de auxílio, ficou como triste emblema da invasão de Gaza por Israel.
As crianças estão a morrer de fome em casa enquanto os bombardeamentos incessantes reduzem a pó os acordos inúteis assinados em gabinetes distantes.
A suposta paz prometida por Trump revelou-se uma ilusão perigosa, servindo apenas para dar tempo a que a violência se intensificasse sem escrúpulos.
É uma violação flagrante de qualquer decência humana: a diplomacia falha e o ego dos líderes mata, deixando os mais inocentes à mercê de explosões e do estômago vazio. Enquanto o mundo assiste a este jogo de poder, o silêncio da fome é o grito mais alto de uma guerra que ignora todas as regras..
https://youtu.be/tsCvhIrAL-w?si=Aqnp9L5WWploaPQY
América foi o tema dominante no último Internacional Wordl Press Cartoon






Como aprender mandarim
Aprender mandarim tornou-se essencial perante a ascensão da China a potência dominante e líder do comércio global. Sendo a língua de negócios do futuro, o seu domínio oferece uma vantagem estratégica única no acesso a mercados e tecnologias de ponta.
Mais do que comunicação, é a chave para compreender a nova ordem económica mundial. Investir neste idioma é garantir competitividade num mundo que gravita cada vez mais em torno de Pequim.
Natália Correia:
a liberdade exige uma certa dose de desordem
Este é um dos poemas mais provocadores de Natália Correia, intitulado "Aviso". É uma peça curta, mas com uma voltagem de sarcasmo e inteligência típica da autora, onde ela critica a passividade e a falta de chama vital.

Aviso
"Cuidado com os que não bebem vinho. Com os que não sabem rir. Com os que não têm um segredo nem um pecado para contar.
Cuidado com os que não têm sede. Com os que não têm fome de ser. Com os que andam por aí com a alma lavada e engomada.
Cuidado com os que não têm dúvidas. Com os que não se perdem no caminho. Porque esses são os que, um dia, vos vão vender por um bocado de pão."
A Crítica à "Alma Engomada"
Este poema é uma lição de antropologia política e social. Natália utiliza o vinho, o riso e o pecado como metáforas para a humanidade autêntica.
A "Alma Engomada": É a imagem mais forte do poema. Natália desprezava a perfeição aparente, a moralidade excessivamente limpa e burocrática. Para ela, quem não erra, não arrisca ou não tem "sede" de vida, é alguém incompleto e, por isso, perigoso.
O Perigo da Falta de Dúvida: Ela avisa-nos contra os dogmáticos e os puritanos ("os que não têm dúvidas"). Na visão de Natália, a ausência de conflito interno e de paixão torna as pessoas frias e utilitárias, capazes de trair os outros ("vender por um bocado de pão") porque não têm uma ligação emocional profunda com a existência.
A Rebeldia como Ética: O poema defende que o "erro" e o "pecado" são provas de que estamos vivos e que temos uma consciência própria, não formatada pelo sistema. É um apelo a que nos rodeemos de gente real, "suja" de vida, em vez de figuras de cartão que seguem as regras apenas por falta de imaginação.
Este texto resume bem a filosofia de Natália: a ideia de que a liberdade exige uma certa dose de desordem e de prazer.
Creio em Ti, ó Noite
Creio em ti, ó noite, mãe do sono, quando o silêncio de mãos dadas com a minha alma em abandono, percorre as galerias desoladas deste castelo que sou eu.
Creio em ti, ó noite, deusa escura, de cuja fronte desce um véu de sombra sobre a minha dor e a minha desventura. Só tu, ó noite, sabes quanto assombra o vácuo de um destino que não é o meu.
Creio em ti, ó noite, e no teu abraço, no teu hálito de terra e de estrelas, que me levam para além do tempo e do espaço. Creio na luz que nasce de te vê-las, quando o dia, enfim, em ti morreu.
Creio em ti, ó noite, e na promessa que trazes escrita no teu manto negro, de que a angústia um dia, enfim, cessa. No teu mistério, ó noite, me entrego, pois só em ti me encontro e sou eu.

O que torna este poema especial?
A Noite como Refúgio: Ao contrário de muitos poetas que temem as trevas, Natália saúda a noite como uma "mãe" e uma "deusa". É no escuro que ela consegue tirar as máscaras sociais e enfrentar o "castelo" que é o seu próprio interior.
O Destino: Ela fala do "vácuo de um destino que não é o meu", uma expressão poderosa sobre a pressão que a sociedade exerce para que sejamos algo que não queremos ser.
A Entrega: É um poema de rendição espiritual. Natália, que era uma mulher de luta constante durante o dia, revela aqui a sua vulnerabilidade e a sua busca por paz.
Este poema mostra a Natália Correia "filósofa", que via na natureza e no cosmos as respostas que a política e a lógica não conseguiam dar.













